MULHERES CASTRENSES E CIVIS ABORDAM SOBRE PAZ E SEGURANÇA ABORDO DO NAVIO DE GUERRA DA MARINHA AMERICANA

10/09/2021 || 08:44:54


Luanda: Um grupo de mulheres, afectas aos vários órgãos ministeriais do País, incluindo da Polícia Nacional de Angola  efectuaram, hoje, uma visita ao Navio de Guerra da Marinha Americana, atracado na capitania do Porto de Luanda, onde abordaram sobre a problemática do gênero, a paz e a segurança no mundo.

No encontro, organizado pela embaixada americana, as mulheres trocaram experiências e avaliaram  o cumprimento do Plano de Acção para Implementação da Resolução do  Conselho de Segurança da Nações Unidas (CSNU) 1325 (2000) sobre Mulheres, Paz e Segurança. 

A delegação da Polícia Nacional de Angola foi chefiada pela Conselheira do Comandate-Geral, Comissário-Chefe Elizabeth Rank Frank "Beth", que considerou  produtivo o encontro, sublinhando que  a reunião permitiu abordar questões sobre o cumprimento do  Plano de Ação para Implementação da Resolução CSNU 1325 (2000) sobre Mulheres, Paz e Segurança, reservada a protecção e promoção dos direitos das mulheres. 

A Conselheira esclareceu que, a resolução 1325 foi criada em 2015 pelas Nações  Unidas, cujo grau de cumprimento tem sido positivo. "Tem havido um empoderamento da mulher polícia para que esta esteja capacitada para assumir novos cargos, tantos nos órgãos centrais como  em operativos" referiu a comissário.
 
Por sua vez, a comandante do Navio de Guerra Americano, Major Ernique Sese, disse à imprensa da PNA, ter sido positivo partilhar conhecimento com mulheres de vários órgãos ministeriais angolanos, porém reconheceu existir ainda muito trabalho para frente no que toca ao tratamento da igualdade do gênero.
"Espero que um dia todos estejamos no mesmo patamar quanto à igualdade no gênero", disse a major.

Já a Presidente da Associação de Apoio a  Mulher Polícia de Angola (AMPA) Subcomissário Prisional Elisa Salvador apelou a todos as mulheres  a juntarem-se e a  levantaren as suas  vozes contra  a discriminação que ainda verificamos no nosso seio "  

"Este encontro foi uma experiência que as senhoras da Marinha dos  Estados Unidos da América trouxeram em relação a vivência no seu país, e receberam de nós a nossa, o que  deu para entender que, em todos sectores ministeriais, as mulheres angolanas  ainda se sentem discriminadas, daí haver a necessidade de trabalharmos arduamente para invertermos o quadro". Apelou  a Subcomissário.